sábado, 5 de outubro de 2013

IV - MITOS E LENDAS


Continuação … (de III – mitos e lendas)

OS AÇUCARES

As infinitas melodias saem incessantemente das boas e despertas consciências, estas têm um som distinto das da razão estereotipada. As da consciência, representam os sons (do flautista) da orquestra do Céu, e as dos estereótipos, representam a cantilena da fonte do mundo. As melodias da consciência criam o impulso para que as verdades saiam para a luz. Assim o “sábio” empenha-se em anunciar a aplicação prática da exposição empírica, quando se diz: “as células do cancro alimentam-se do açúcar”.


 MONOSSACARÍDEOS IMPORTANTES 



Entre os monossacarídeos mais importantes dos seres vivos encontram-se a glicose, a frutose e a galactose. Descrevem-se de forma breve as principais funções destas moléculas.


GLICOSE: A D-glicose, que originalmente se denominou dextrose, encontra-se em quantidades importantes em todo o mundo vivo (Fig. 7.19). É o principal combustível das células. Nos animais, a glicose é a fonte de energia preferida das células cerebrais e das células que têm poucas ou nenhumas mitocôndrias, como os eritrócitos. As células que têm uma oferta limitada de oxigénio, como as do globo ocular, utilizam também grandes quantidades de glicose para gerar energia. As fontes alimentares são o amido das plantas e os dissacarídeos lactose, maltose e sacarose.


FRUTOSE: A D-frutose, originalmente denominada levuloses, costuma chamar-se açúcar da fruta devido ao seu elevado conteúdo na fruta. Encontra-se também em alguns vegetais e no mel (Fig. 7.20). Esta molécula é um membro importante da família dos açúcares na cetose. Por grama, a frutose é duas vezes mais doce que a sacarose. Portanto, pode-se utilizar em quantidades menores. Por esta razão, a frutose usa-se frequentemente como agente edulcorante nos produtos alimentares processados. Utilizam-se quantidades importantes de frutose no sistema reprodutor masculino. Sintetiza-se nas vesículas seminais e posteriormente incorpora-se ao sémen. Os espermatozoides utilizam o açúcar como fonte de energia.


         GALACTOSE: A galactose é necessária para sintetizar diversas biomoléculas (Fig. 7.21), entre as quais se encontra a lactose (nas glândulas mamárias lactantes), os glicolipídeos, determinados fosfolipídeos, proteoglicanos e glicoproteínas. A síntese destas sustâncias não diminui por a alimentação carecer de galactose ou do dissacarídeo lactose (a principal fonte alimentar de galactose), pois o açúcar sintetiza-se facilmente a partir da glucose-1-fosfato. Como se mencionou anteriormente, a D-galactose e a glicose são epímeros em relação ao carbono 4. A inter-conversão de galactose e glicose está catalisada por uma enzima denominada epimerase.


         Na galactosemia, uma doença genética, carece-se de uma enzima requerida para metabolizar a galactose. Acumula-se galactose, galactose-1-fosfato e galactitol (um derivado álcool-açúcar) produzindo danos hepáticos, cataratas e atraso mental grave. O único tratamento eficaz é o diagnóstico precoce e uma alimentação sem galactose”.

(Excerto extraído do livro Bioquímica, La Base Molecular de la Vida, terceira edição de Trudy Mckee e de James R. Mckee da editorial Mc Graw Hill, pág 211).


         “O açúcar que intervém na confecção de toda a classe de “doces”, confeitarias, marmeladas, pasteis, caramelos, chocolates, etc., foi considerado pelo Dr. Paul Carton, como um dos “alimentos mortíferos”. Está formado por sacarose concentrada, desprovida de vitaminas, fermentos e minerais. Esgota/cansa as vísceras; é mal retido pelo fígado e por vezes provoca glicosúria alimentaria (Le Goff), produz cáries dentárias (fredet y Nivet), desmineraliza as secreções, pode provocar estados febris e crises nervosas quando agregado ao biberão das crianças.


         A isto acrescenta o Prof. Yudkin: “Existem boas razões para acusar o açúcar dietético como agente causal do infarto cardíaco. Sem dúvida, existem razões de sobra para recomendar o menor consumo possível de açúcar. Sabemos que para muitas pessoas é causa de obesidade; sabemos que é causa importante no aparecimento de cáries; é possível que intervenha na diabetes, na dispepsia e na úlcera péptica. Sabemos, com certeza, que a diferencia, de outros componentes dietéticos (à exceção talvez do sal), uma redução da ingestão de açúcar igual a um décimo da media normal não é nocivo. Se mediante este simples sacrifício reduzimos o risco de infarto cardíaco, como é, a minha opinião pessoal, teremos logrado ao menos um objetivo real com respeito a uma doença que causa entre os habitantes do nosso país mais baixas do que todas as variedades de cancro juntas”.

(Excerto extraído do libro Bioquímica, Metabolismo y Alimentación del Hombre do Dr. Eduardo Alfonso, p. 182).



Estes critérios, expostos pelo Dr. Eduardo Alfonso, no seu livro sobre a ação patogénica do açúcar simples, sem nenhuma intervenção divina a favor dele, deixa os crentes desta teoria, pobres e torturados. Uma vez consumado o sacrifício de não ingerir açúcar, estes acabam prostrados no chão, trucidados pelo decorrer da vida comum , chegando ao fim da tarde, queimados que nem torresmos. Temos que ter em conta que Eduardo Alfonso baseia a sua teoria no consumo de açúcar industrial, pois este é o que provoca os ditos efeitos negativos, e não o açúcar em si, isto é, aquele que não foi submetido a um processo bioquímico prejudicial.




 “O cérebro humano está formado por um número estimado de 100.000 milhões de neurónios que, juntos, integram todas as funções do organismo. Apesar do seu tamanho relativamente pequeno (cerca de 1.5 kg, ou 2% do peso corporal de um adulto mediano), o cérebro humano utiliza, em condições de repouso, entre 15 a 205 do gasto cardíaco corporal. Este órgão profundamente complexo requer um afluxo sanguíneo muito grande devido à sua elevada taxa metabólica. Uma breve interrupção do fluxo contínuo de oxigénio, nutrientes e energia, sob a forma de glicose, pode produzir inconsciência”.

(Excerto extraído do livro Bioquímica, La Base Molecular de la Vida, terceira edição de Trudy Mckee e de James R. Mckee da editorial Mc Graw Hill, p. 255).


A maioria dos alimentos que consumimos, tais como: os cereais, as leguminosas, as féculas, os frutos secos, as frutas e os lácteos contêm uma grande dose de hidratos de carbono e todos eles, mediante a digestão, ficarão reduzidos a monossacáridos: glicose, frutose e galactose. Posteriormente, estes três monossacáridos entram numa via metabólica chamada Embden Meyerhof para produzir a fosforilação oxidativa. Trata-se de uma das fontes mais rápidas de obter ATP, uma molécula de alta energia, vital para o funcionamento dos músculos, do cérebro e de muitas outras funções do organismo.



A obtenção de monossacáridos dos alimentos, por parte do organismo, é variável quanto ao tempo de digestão dos ditos alimentos e origina como resultado final a glucose, a frutose e a galactose, isto é, por sua vez, variando em função da quantidade de energia (reações acopladas) que o organismo necessita para os processos digestivos. Neste sentido, a obtenção rápida de glucose, frutose e galactose e o pouco gasto de energia para a sua utilização, é de um valor incalculável. A dita obtenção destes monossacáridos através dos processos digestivos varia tendo em conta o tempo e a energia em função das reações acopladas (metabolismo químico). Abaixo mostra-se uma tabela orientadora, com uma escala de 1 a 10.




É um facto comprovado que a maioria das pessoas já experimentou, em algum momento de decaimento, (incluso com grau de lipotimia) que, ao tomar algo com açúcar, alguma fruta ou doce; o corpo recompôs-se de imediato; este decaimento deveu-se à falta de glicose, frutose ou galactose no sangue (baixa de açúcar). O ter uma resposta vital rápida, não deve ser confundido com o facto de tomar açúcares em si, visto que estes açúcares, a não ser que sejam monossacáridos como a glucose e a frutose, necessitam da digestão para ser utilizados. O impulso vital produz-se para deter o alto consumo energético (reações acopladas). Ao não haver açúcar no sangue para a obtenção de ATP, o organismo utiliza outros alimentos para a dita obtenção tais como os lípidos e as proteínas. Estes últimos requerem um alto gasto energético e é por isso que o organismo não se restabelece devido à ingestão do açúcar em si, mas sim devido à poupança energética.

O mundo da indústria é também o mundo do progresso, desde que este contenha fortes traços de sustentabilidade (ciência com consciência). Dispor de dissacarídeos, como o açúcar ou de monossacáridos como a frutose, é uma prenda que nos trouxe o progresso e não a devemos depreciar.


O perigo do açúcar branco

Recordo, desde pequeno, que as nossas mães nos davam para merendar pão caseiro com chocolate ou com azeite e açúcar. Recordo-me de como o açúcar se tornava duro no açucareiro e tínhamos que estar ali “num bate que bate” para desfazê-lo. Tal endurecimento criava alguns problemas à indústria açucareira e aos comerciantes, de tal modo, que estes optaram por uma rápida, mas venenosa solução. Tal solução consistia em processar o açúcar com ácido sulfúrico.

A partir do ponto de vista químico, não supunha nenhum risco para a saúde, contudo, numa perspetiva energética, e tendo em conta que o açúcar contém iões de sulfito, isso confere-lhe um certo grau de radiatividade. Este é pouco apreciável ou mensurável para a ciência dos nossos dias, mas pode ser comprovado por todo aquele que tenha um certo grau de sensibilidade. Deste modo, observaremos que, ao deixar o açúcar no açucareiro, se formos aproximando a palma da mão na direção do açúcar como se o quiséssemos espalmar, chega um momento em que notaremos na mão uma certa sensação ou cócegas, isto produz-se, porque todos os corpos radioativos têm um fluxo de energia residual invisível.

Não obstante, ao utilizar o açúcar para elaborar doces ou outras sustâncias como a nata, os sumos, as bolachas, etc., o primeiro reage quimicamente com os outros elementos químicos e os seus efeitos nocivos ficam reduzidos a quase nada, desde que tenham passado pelo menos 24 horas. É por isso que não devemos consumir o açúcar diretamente, nem mesmo quando adoçamos o leite ou o café.




Continua …  (ver V – mitos e lendas)



                                                                       Autor :  Medico alquinaturista TZU HANG
                                                             Tradução :  Luísa Coelho


















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