sábado, 26 de janeiro de 2013

“Satanização” do vegetarianismo por parte da Igreja

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Sob o reinado do imperador Constantino, o cristianismo converteu-se em cristianismo estatal e, com isso, cada vez mais numa Igreja estatal. Precisamente nesse tempo, atuou-se também contra os vegetarianos. A jovem Igreja Católica insurgiu-se violentamente os vegetarianos, pois na era de Constantino muitas pessoas sabiam que o cristianismo, desde as suas origens, tinha uma tendência vegetariana. Muitos testemunhos dos chamados padres da Igreja expressam que o cristianismo original tinha sido vegetariano. Seria claramente, por isso, que muitos sacerdotes ainda eram vegetarianos. Houve um concílio no qual os sacerdotes tinham que comer de uma panela de carne, e quem não o fizesse, era destituído do seu cargo. Há inclusivo um anátema do Papa João III, dirigido massivamente contra os vegetarianos, no qual se diz: «Se alguém considera como impuros os alimentos de carne que Deus deu aos homens para o seu disfrute, e renuncia a eles, não porque lhes façam mal, mas porque os consideram por assim dizer impuros, de tal modo que nem sequer provem a verdura que tenha sido cozida junto com carne, como dizem Mani e Prisciliano, que seja pois condenado». Isto foi decidido no ano 561, no primeiro concílio de Braga, em Portugal! Sob o império de Constantino I, diz-se que aos cristãos vegetarianos e pacifistas lhes deitavam chumbo fundido pela garganta.

O espanhol Prisciliano, um vegetariano que ensinou que a natureza tinha que ser respeitada e alimentarmo-nos sem carne, foi o primeiro a ser chamado de «herege» e foi executado pela Igreja no final do século IV.
Da Idade Media foi-nos transmitido, por exemplo, que no século XIII foram executadas duas mulheres que pertenciam à fé cátara. Serena e Agnes de Châteaux Verdun. Este constitui, assim, outro caso histórico que demonstra que se executaram pessoas porque eram vegetarianas.
Tanto na Antiguidade como na Idade Media desencadeou-se uma forte luta espiritual. Na filosofia dos gregos e na dos romanos, também a proteção dos animais e a alimentação vegetariana era algo natural. Tal o demostram nomes como Pitágoras, Empédocles e os conhecidos filósofos romanos Catón, Horácio, Séneca, Ovídio e Plutarco, que igualmente defenderam os animais. A Igreja, não obstante, achou que isso era paganismo, um ensinamento idólatra. Os primeiros padres da Igreja ludibriavam e zombavam não só de alguns padres como também das pessoas que tentavam viver em comunhão com a natureza. O padre Aristides manifestou-se, já no ano 150, contra a insensatez dos egípcios, que santificavam os animais e que não notavam que os animais não são «nada». O padre Clemente da Alexandria zombava das pessoas que honravam a mãe Terra. Uma das suas expressões era: «Estou acostumado a pisar a terra com meus pés e não a adorá-la». Por causa da Igreja, toda a Antiguidade degenerou em barbárie. As consequências desta violenta luta espiritual que a Igreja externamente ganhou para si própria, são, entre outras coisas, os crimes e as torturas que atualmente têm que sofrer os animais. Se se lerem as atas da Inquisição, mais de um se comoverá ao ver o grande coração que tinham em relação aos animais, aqueles que depois foram julgados pela Igreja e que esta finalmente acabou por assassinar. Por exemplo, sobre os Maniqueístas está escrito o seguinte nas atas da Inquisição: «Não comem nem carne nem ovos e não bebem nem leite nem vinho.». E sobre os Valdenses: «Consideram todo o tipo de derramamento de sangre um pecado mortal». Isto poder-nos-ia dar também uma justificação sobre quem está sentado na cadeira de são Pedro. São, ao fim e ao cabo, aqueles que estão a favor da destruição da Terra, da destruição de seres humanos, da natureza e dos animais, sendo que isto é justamente o contrário do que queria e quer Deus, e é justamente o contrário do que ensinou Jesus, o Cristo, que trouxe verdadeiramente aos homens o amor a Deus e ao próximo. Em consequência, quem ocupa a cadeira de são Pedro não é mais que o adversário de Deus.


Até um Franciscano defendia este parecer. No livro Por um bocado de carne, Karlheinz Deschner informa que o franciscano Renato Moretti escreveu: «Satanás instalou-se no Vaticano!», depois de ter tido conhecimento de que o novo catecismo da Igreja, de 1993, afirma: «Deus confiou aos animais a administração do que foi criado por ele, à sua imagem. Portanto, é legítimo servir-se dos animais para o alimento e a confeção de vestuário. Eles podem ser domesticados para que ajudem o homem nos seus trabalhos e nos seus afazeres. As experiencias médicas e científicas com animais, se se mantiverem dentro de limites razoáveis, são práticas morais aceitáveis, pois contribuem para cuidar e/ou salvar vidas humanas».

 


 

 

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