terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PARADIGMA DO SENTIDO (III - FONTE DA VIDA NAS FLORES DO CORAÇÃO)


 
O Paradigma do SENTIDO e os seus Seis Princípios
                                                                           

Todo o regime recebe o seu verdadeiro valor pelo facto de poder brilhar com a luz da justiça e da equidade. A grande verdade não conhece o vazio, a vida autêntica não é aparente e os três mil milhões de pobres são os grandes logros dos impérios democráticos. Aqui me vejo sentado narrando-te a observação das minhas conclusões e vejo como tudo caminha na direção do abismo – concluiu Tzu Hang.

Depois de tê-lo escutado atentamente, Alberto contestou:
- As democracias assemelham-se ao que os indivíduos reclamam, geram muita pobreza, mas também emergem ricos e milhões de pessoas que vivem relativamente bem, contêm muitas sombras, mas por vezes, também luzes.



O facto de que muitos venerem a democracia como a um deus é totalmente compreensível, é natural que cada povo ou cada cidadão recolha o que semeia. Também a Natureza dota alguns indivíduos com uma maior capacidade do que outros, é por isso, que a mesma Natureza impõe as suas regras.

Nietzsche também acrescentou essa ideia, introduzindo o conceito de compulsão em relação à vontade e ao ego:

“O que a linguagem designa com o nome de vontade não é, na realidade sinal de sentimento, complexo tardio mas o que acompanha a vitória de uma compulsão sobre outras, ou a tradução em termos conscientes do estado de equilíbrio temporal que se produziu no jogo das compulsões”.

(Fragmento extraído do livro Historia de la Filosofia, do autor José Maria Garcia de Guzmán sobre Nietzsche)

De imediato, Tzu Hang contestou:
- Toda a metafísica do poder deste mundo está edificada sobre o ego patológico; existe um ego vital e natural no homem que impulsiona a capacidade de superação e que nos faz transcender: dinheiro para viver, sexo para desfrutar e procriar, título e reconhecimento para ser valorizado, poder para ter autoridade moral benéfica, controlo para ordenar o meio e o dogma como elemento de preservação das doutrinas verdadeiras ou ideias.
Na ordem social, aquele que ostente o poder deve ser sábio e santo, sábio no estabelecimento do paradigma do SENTIDO e santo porque predica com o exemplo. O verdadeiro reino é o que pregou Jesus: “Padre-nosso que estás no Céu, venha a nós o vosso reino”.

A santidade de Cristo mostra-se quando lava os pés a um discípulo e este lhe diz: “Que fazes Mestre?” e Jesus respondeu-lhe: “No reino de Deus o maior serve ao menor”.

A apreensão do conhecimento está sempre guiada por interesse, mas existe uma grande diferença entre o interesse individual e o interesse coletivo:

a) Interesse cognitivo emancipador coletivo: busca a auto compreensão positiva do conhecimento como elemento transcendental da própria metafísica do homem em consonância com as leis do Tao e em benefício da comunidade. Esta situação corresponde ao ego vital.

b) Interesse cognitivo emancipador individual: procura o conhecimento contrapondo a ciência com a consciência. Acredita que a natureza está cheia de erros adota o modelo de supremacia do homem sobre o homem e do homem sobre a Natureza. Esta situação corresponde ao ego patológico.

Falaste do SENTIDO, mas o que é o SENTIDO? – perguntou Alberto - Como se adquire?

Tzu Hang ficou por um instante pensativo, olhou-o nos olhos e disse:
- O SENTIDO é puramente cosmológico, o seu ponto de partida encontra-se no desenvolvimento intelectual da intuição, na razão, no analógico e no coletivo, deste contexto resulta o fundamento do conhecimento holístico.

Como te disse, o princípio é adquirido através das seis atitudes, dos sessenta planeamentos que contêm o Tao Consciência Superior (grupo de neurónios do Tálamo que controlam todas as funções do organismo, tanto orgânicas como intelectuais, para além das da consciência). Vou-te mostrar quais são as seis atitudes:


§  Educação escolar e académica

§  Educação profissional

§  Educação da universidade da vida


Quando se pratica a música, a alma voa; com a educação traça-se caminhos para andar; o desporto fortalece-te e lavra tudo o que semeaste; a alimentação vegetariana torna-te sensível à Natureza e faz com que a ames; a medicina Alquinaturista desvenda o novelo da Caixa de Pandora; isto contraria o vício (pessoas que tomam fármacos) e situa-te na realidade da vida; por último, as relações tornam-te livre.

Depois de ter observado atentamente o planeamento das seis atitudes, Alberto perguntou:
- Tu falaste duma Besta que tinha dois cornos e que esta era a responsável pela situação atual do mundo. Poder-me-ias explicar melhor o significado disso?

- Claro que posso. – respondeu Tzu Hang – Mas tudo o que eu possa contar sobre ela já está referido no Livro do Apocalipse (Bíblia), escrito por João Baptista, lê-o e verás:

“Vi ainda outra Besta que subia da terra; tinha dois chifres como um cordeiro, mas falava como um dragão. Tinha todo o poder da primeira Besta e exercia-o na sua presença. Obrigava todo o mundo e os seus habitantes a adorarem a primeira Besta – a que tinha sido curada da ferida mortal. E realizava maravilhosos prodígios; até mesmo o de fazer descer fogo do céu, à vista dos homens. Com o poder que tinha de realizar prodígios na presença da Besta, enganava os habitantes da terra, incitando-os a fabricar uma estátua da Besta que fora ferida pela espada, mas tinha sobrevivido. Até lhe foi dado poder de dar vida à estatua da Besta, a ponto de ela falar e dar a morte a quantos não adorassem a estátua da Besta.
E a todos pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, marcou--os com um sinal na mão direita ou na fronte. E assim, quem não tivesse o sinal, o nome da Besta ou o número do seu nome não podia comprar nem vender.Aqui é preciso sabedoria: o que é inteligente decifre o número da Besta, que é um número de homem; o seu número é seiscentos e sessenta e seis.”
Apocalipse 13:11-18


- Olha – voltou a dizer Tzu Hang – enquanto eu atendo este outro paciente, vai lendo o texto, e vê que conclusões, tiras.

Ao fim de uma hora, e depois de ter terminado a consulta, Tzu Hang perguntou a Alberto:
- Que tal? Compreendeste o texto?

- Não compreendi nada – respondeu Alberto – A entrada profunda no campo espiritual toma uma dimensão que me ultrapassa.

- Claro – confirmou Tzu Hang –, o conhecimento da palavra de Deus não se fez para os “sábios” deste mundo, os “sábios” que este mundo formou, “sábios” do mundo são. Aos “néscios” do mundo, escolheu Deus dar-lhes sabedoria.

“Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte.”
1 Coríntios 1:27




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