quinta-feira, 4 de abril de 2013

CAMINHANDO NAS TREVAS - III Regresso ao Paraíso (Cont.)



(…)

Tudo isto é mais complexo do que parece. Tu continuas no teu silêncio e eu nas minhas inquietudes…

A partir do momento em que a consciência é desperta, o processo é irreversível.

Objetivo: caminhar de regresso ao Paraíso.
Primeiro passo: iniciar o caminho com esse propósito.
Mas… Que caminho...?

Na verdade, sabes, deparo-me com uma multitude de caminhos. Podias dizer-me pelo qual me guiar, mas não, manténs-te em silêncio.

Pensava que assim que desse o primeiro passo, o caminho ficaria definido. Mas não; se antes eu tinha alguns caminhos, agora tenho muitos.

Apercebo-me das ofertas, umas mais fantásticas que outras, algumas exóticas...
Contudo, sempre, sempre, muito esotéricas. Sinto-me perdida!
  
Pelo caminho vendiam-me milagres…

                                   

Apresentavam-me deuses, que mais pareciam demónios, e demónios endeusados. E como numa feira de leilões, com mais ou menos “encomendas” e “ofertas”, sob a sombra de ‘velas de néon’, eu mergulhei na procura do caminho.

“A necessidade de acreditar
em Deus
não é mais do que um impulso
genuíno
de libertar/ revelar um código
subtilmente gravado
nos nossos genes.”

Onde andava o meu Deus?...

E eu, viajante solitária, numa rua da feira, tentava manter-me no centro, sem me aproximar demais das margens daquele rio escuro, que eram aquelas ruas. Fui tentando equilibrar o meu barco.
Otimista como sou, fui observando e pensando, que tudo o que se passava na margem, de cada lado da rua, não poderia ser tão mau quanto parecia, e dizia para mim:
- Não! Isto não é assim, isto não pode ser assim! É certamente fruto da minha imaginação!

                                          

Cheguei mesmo a pensar se não estaria a ficar louca! Tu sabes o quanto me deixo levar pela minha imaginação… O mal não podia ser tão grande. Sabes, o meu Deus, aquele em que eu acreditava, não iria permitir nada assim... Ou será que até o meu Deus era fruto da minha imaginação? E se estava errada? Talvez me encontrasse perdida no meio daquela rua, daquele rio de águas turvas... Talvez não existisse o meu destino, o meu propósito.

- Eu não era parte daquilo, sabes?! Não! Tinha de haver mais, algo mais onde eu pudesse pertencer. Sim, porque eu existo! Ou não?!...


                                      

Enquanto isso, eu continuava. Por vezes era atraída para a margem que me oferecia momentos fantásticos, coisas fantásticas, tudo fantástico, fantástico, fantástico... E eu pensava: “Devo pertencer aqui! Se pertenço aqui, então estarei no caminho certo!”

Mas não!

Algo estava incompleto. 
Faltava-me a essência, aquilo por que eu ansiava e que de, algum modo, me daria a esperança de saber que ‘Eu existo’.
É que essa história de “Penso logo existo” também não é muito verdadeira; depois de observar tudo o que se vendia nas margens da rua onde estava e nas vezes em que era atraída para a margem, ‘vendiam-me pensamentos’.
Incrível não é? (do que o demónio é capaz…).
Por vezes, eu já não sabia se o que pensava era meu, ou se era só os pensamentos que me tinham vendido na margem.
- Onde estava o meu Deus nesses momentos? Por favor!...
No meio de toda aquela parafernália de luzes, deuses e incensos, o meu Deus devia estar por ali, visto nunca ter deixado de o sentir, dentro de mim.

                                 

Ele, o meu Deus existia na minha consciência. Esta pernoita no meu tálamo como um indicador de transgressões, manifestando-se em cada uma das minhas doenças (as doenças, não são mais do que o reflexo das nossas próprias transgressões), mas também como arquivo das minhas lembranças. 
Acredito que esta justiça orgânica, nos torna cada vez mais conscientes, podendo tornar-nos mártires no percurso do plano de Deus e conduzir de novo o homem ao Paraíso - “Venha a nós o vosso reino” – e que nessa inevitável guerra entre Deus e o maligno, possamos ser intérpretes com consequências drásticas. Como diz Tzu Hang, “A árvore mais forte poderá ser derrubada.”.

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande príncipe, que protege os filhos do teu povo. Será este um período de angústia tal, que não terá havido outro semelhante desde que existem nações até àquele tempo. Ora, entre a população do teu povo, serão salvos todos os que se encontraram inscritos no livro.”
                                                                                                                      (Daniel:12-1)

Quando estava muito cansada pensava que o melhor era ficar por ali, na margem, na beira da estrada, mas sabia que ele deveria estar um pouco mais adiante. E assim, continuava de novo, com alento renovado, com o mesmo entusiasmo e a mesma determinação do primeiro passo.
Talvez não fosse a única no meio da rua, no meio daquele rio… Mas aqueles que tinha encontrado por ali foram, de alguma forma, identificando-se com as ofertas que se apresentavam nalgum ponto do caminho.
Não sei se ficaram por lá, ou se encontram um caminho mais rápido do que o meu, o que sei é que eu continuei sozinha.
E nesta minha existência, entre Deus e o Diabo, quisera ser, eu mesma, uma quimera.

                                   


“Se soubesse
de que seria feito o meu sonho,
sonharia.
O sonho, desfeito por defeito,
se não fosse perfeito,
não seria sonho.
Mas, se soubesse do que era feito,
sem defeito
tão perfeito seria
o meu sonho!”


E tu, continuas no teu silêncio.

23h 22m – Mensagem enviada

                                                                                                                                       Judit








sábado, 9 de março de 2013

M.S.N.E. - Português - Portimão: A EPIDEMIA DESTE SÉCULO - O CANCRO

M.S.N.E. - Português - Portimão: A EPIDEMIA DESTE SÉCULO - O CANCRO: CANCRO Tumor maligno em geral, especialmente formado por células epiteliais. Os cancros dividem-se em duas grandes categorias: carc...

A EPIDEMIA DESTE SÉCULO - O CANCRO





CANCRO
Tumor maligno em geral, especialmente formado por células epiteliais. Os cancros dividem-se em duas grandes categorias: carcinoma e sarcoma. A característica básica da malignidade é uma anormalidade das células, transmitida às células filhas, que se manifesta pela redução do controlo de crescimento e da função celular, conduzindo a uma série de fenómenos adversos em hóspede, através de um crescimento massivo, invasão de tecidos vizinhos e metástases (aparecimento de um ou mais focos morbosos secundários a outro primitivo com ou sem o desaparecimento deste).

Esta poderia ser a definição de “cancro” num dicionário médico comum. A verdade é que a maioria das pessoas normais, ao ler esta definição, não entenderam nada ou quase nada do que se disse. A realidade é que o cancro é uma das doenças mais comuns e mortais do mundo. Quando ouvimos falar dela, todos nós a relacionamos diretamente com a morte, o que, de certa forma, é algo lógico, já que o cancro mata mundialmente mais gente do que a SIDA, a tuberculose e o paludismo juntos. Gera uma média de 8 milhões de mortes anuais em todo o mundo. O cancro é uma das principais causas de mortalidade na nossa sociedade, estando acima das doenças cardiovasculares.  

Não obstante, o cancro presenta-se hoje em dia como uma doença vulgar. É normal conhecer alguém na nossa sociedade à qual tenha sido detetado ou diagnosticado um determinado tipo de cancro, por entre a grande variedade dos que podem existir e que, hoje em dia, já se encontram catalogados.


A ciência, a medicina oficial, por sua vez, já consegue diagnosticar a origem desta doença a partir do ponto de vista da alteração (nas suas muitas variantes) que origina o tumor ou a doença. Mas tem-lhe sido totalmente impossível gerar um diagnóstico adequado para a sua prevenção, já que não conseguiu nem sequer gerar uma hipótese sobre a origem desta doença, isto é, aquilo que provocou tal alteração no nosso corpo e que conduziu ao desenvolvimento desta patologia (a parte da teoria da herança genética e da “sorte casual” de que não nos toque a nós).

Muitas são as hipóteses desenvolvidas, sobretudo por “medicinas não oficiais”, chamemo-las “medicinas naturais”, sobre a possível origem desta doença, desde alterações alimentares, a algumas mais arreigadas, como o karma arrastado de outras vidas.

Dentro da nossa filosofia, nós consideramos que o homem é um todo, um ser completo, íntegro e composto por uma soma de muitas partes, o que faz da sua totalidade um ser incrivelmente complexo e maravilhoso. Deste ponto de vista, temos de prestar atenção ao facto de que, como criatura formada e desenvolvida por uma multitude de partes, assim como esta mesma alimenta o homem, também pode destruí-lo ou adoecê-lo se não lhe é conferida uma atenção adequada. O homem, como uma soma das partes, é a soma de todos os aspetos da sua vida: o social, o nutricional, o religioso, o emocional, o físico, o psíquico, o intelectual, etc.




Hoje em dia, este homem que somos é continuamente bombardeado, atacado e invadido por múltiplas agressões oriundas de diversas frentes. Temos o costume de acreditar que adoecemos unicamente devido à aquisição “fortuita” de um novo hóspede no nosso organismo, o qual não estava na nossa “lista de convidados” e se este não se comporta corretamente, não sabemos como expulsá-lo.

Esquecemo-nos normalmente, de que o nosso organismo é uma máquina perfeita, divina, dificilmente imitável, que se não se livrou em algum momento de alguma patologia, é possível e bastante provável, que seja porque não tem as ferramentas adequadas.

O nosso organismo é um mundo, uma terra fértil, na qual tudo é possível. Se nós o mimarmos, alimentarmos e cuidarmos com amor e de uma forma adequada, este florescerá e fortalecer-se-á de tal forma que nada nem ninguém poderá chegar a feri-lo nem a destrui-lo.



Vivemos, não obstante, num mundo repleto de agressões que nos ferem constantemente. Os maus hábitos alimentícios, o stress, a ansiedade, os ruídos, a música estridente, a contaminação, etc.. Estes e muitos outros, são elementos que provocam agressões contínuas e constantes no nosso organismo, que não fazem mais do que gerar uma significativa diminuição das capacidades adaptativas de cura do nosso organismo.


Existem mais de cem tipos diferentes de cancro catalogados, cada um deles apresenta uma série de características e propriedades próprias, ainda que, todos eles apresentem como característica comum, que o seu sistema imunológico, a primeira e mais poderosa defesa do organismo, tenha fracassado. O sistema imunológico está profundamente influenciado pelo modo de vida que levamos. Estatisticamente está provado que os doentes de cancro que experimentaram mudanças no seu estilo de vida a nível físico, espiritual e emocional para contrariar o que lhes levou a desenvolver esta doença, notaram melhorias e inclusive recuperações e curas assombrosas. O pôr em prática uma serie de hábitos sãos e simples, está reconhecido que atua, de forma positiva, sobre o organismo e, logo, sobre a cura da doença. Indivíduos que venceram cancro terminal consideraram uma série de orientações essenciais para sua cura:

1-Tratamento. O seguir um tratamento profissional e específico para a cura da sua doença.
2-Atitude. O tomar uma atitude forte de esperança e crer na cura.
3-Exercício. A importância de realizar exercício físico durante o tratamento de forma regular para estimular a melhoria.
4-Propósitos. Procurar uma meta que lhe gere um estímulo positivo.
5-Suporte social. Evitar as relações negativas e estimular os apoios através de grupos de ajuda.
6-Dieta e nutrição. Uma alimentação coerente e vegetariana estimula, de forma direta e efetiva, a cura.
7-Pensamento criativo. Métodos de meditação e concentração na cura projetam-nos nessa direção.
8-Espiritualidade. A visão da vida de uma forma diferente (não necessariamente religiosa). 



Se não consideramos de forma séria e responsável, o levar um estilo de vida são e coerente, as agressões prejudicarão pouco a pouco o nosso corpo, a nossa mente e o nosso espírito. Ainda que o nosso organismo seja uma máquina incrível, que oferece todos os seus recursos para solucionar os problemas que se lhe apresentem (ainda que não tenha as ferramentas), e aqueles que não possa solucionar os compense para que se gere o menor dano possível, a agressão continua e esta, ao ser constante, “mina a rocha mais dura”; no final, aparecerá a patologia e a doença.



Atuando de forma coerente, comendo de forma adequada, o nosso organismo, com alimentos frescos, fazendo desporto de forma regular, evitando o stress, os maus hábitos (tabaco, álcool, drogas) e alimentando-nos para além disso com coisas positivas para o corpo, para a mente e para a alma, como música, estudos, dança, poesia, pintura, etc., estamos a nutrir todo o nosso ser. O nosso organismo fortalecer-se-á até à mais pequena extremidade, sendo capaz de enfrentar a toda doença que se lhe apresente pela frente, pudendo realizar uma luta adequada e saindo vitorioso.      




Que o teu alimento seja a tua medicina e a tua medicina o teu alimento.


                                                                                                            DAVID